Pode um homem defender a razão sobre Deus?

Publicado em 17/07/2016

Olá pessoal! O YouTube por alguma razão bloqueou todos os meus vídeos alegando que eram conteúdos que iam contra as diretrizes da plataforma, o que não faz sentido, já que eram vídeos que eu mesmo gravei demonstrando o meu trabalho e como funcionava os meus produtos. Estou atuando para corrigir o problema, mas enquanto isso, alguns vídeos estão indisponíveis. Peço que aguardem até que tudo esteja normalizado.

Aqui nesse link, você pode ver todo o meu relato sobre o caso.


Uma analise sobre a guerra religiosa de moral e costumes da sociedade.

Uma história da terra iorubana (África ocidental), relativa à divindade da discórdia, Exu:

Um dia, esse estranho deus vinha caminhando por uma trilha entre dois campos. “Ele viu, em cada um dos campos, um fazendeiro trabalhando e resolveu fazer uma brincadeira com eles. Pegou um chapéu vermelho de um lado, branco do outro, verde na frente e preto atrás (essas são as cores das quatro Faces do Mundo; isto é, Exu é uma personificação do Ponto Central, axis mundi ou Centro do Mundo); assim, quando os dois fazendeiros amigos voltaram para casa e um deles disse: ‘Você viu o velho que passou hoje de chapéu branco?’, o outro replicou: ‘Ora, mas o chapéu era vermelho’. O primeiro retorquiu: ‘Nada disso, era branco’. ‘Mas era vermelho’, insistiu o amigo, ‘eu o vi com meus próprios olhos.’ ‘Bem, você deve estar cego’, declarou o primeiro. ‘Você deve estar bêbado’, afirmou o outro. E assim a discussão continuou e os dois chegaram às vias de fato. Quando começaram a se ferir, foram levados pelos vizinhos para serem julgados. Exu estava entre a multidão na hora do julgamento e, quando o juiz já não sabia o que fazer, o velho trapaceiro se revelou, disse o que fizera e mostrou o chapéu. ‘Eles só podiam mesmo brigar’, disse ele. ‘Eu queria que isso acontecesse. Criar confusão é o que eu mais gosto.’

Ali onde o moralista se encheria de indignação e o poeta trágico, de piedade e horror, a mitologia transforma toda a vida numa vasta e horrenda Divina comédia. Seu riso olímpico de forma alguma é escapista, e sim duro; tem a dureza da própria vida a qual, podemos dizer, é a dureza de Deus, o Criador. A mitologia, nesse sentido, leva a atitude trágica a parecer um tanto histérica e o mero julgamento moral, de visão limitada. Mas essa dureza é equilibrada pela garantia de que tudo aquilo que vemos não passa do reflexo de um poder que resiste, inacessível à dor. Assim, os contos são, a um só tempo, sem piedade e sem horror, cheios do gozo de um anonimato transcendente, que se observa a si mesmo no interior de todos os egos voltados para si mesmos e dedicados aos conflitos, egos que nascem e morrem no plano temporal.

Pois, como declarou Heráclito:

“Os diferentes são reunidos, e das diferenças resulta a mais bela harmonia, e todas as coisas se manifestam pela oposição”. Ou, novamente, como nos diz o poeta Blake: “The roaring of lions, the howling of wolves, the raging of the stormy sea, and the destructive sword, are portions of eternity too great for the eye of man”*. * “O rugir dos leões, o uivar dos lobos, o bramido do mar tempestuoso e a espada destrutiva são porções da eternidade demasiado grandes para o olho do homem.”



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